{"id":332,"date":"2024-01-05T13:12:44","date_gmt":"2024-01-05T13:12:44","guid":{"rendered":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/?p=332"},"modified":"2024-01-05T13:12:44","modified_gmt":"2024-01-05T13:12:44","slug":"seria-a-inteligencia-emocional-a-cura-para-a-obediencia-cega-duplicate-328-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/seria-a-inteligencia-emocional-a-cura-para-a-obediencia-cega-duplicate-328-2\/","title":{"rendered":"Seria a Intelig\u00eancia Emocional a cura para a obedi\u00eancia cega? &#8211; Duplicate &#8211; [#328]"},"content":{"rendered":"\n<p>Estudar os componentes da Intelig\u00eancia Emocional me fez refletir muito sobre como privilegiamos o desenvolvimento intelectual e cognitivo ao longo da inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e vida adulta, em detrimento ao desenvolvimento de habilidades emocionais.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Penso que olhar pouco para as nossas emo\u00e7\u00f5es gera consequ\u00eancias bem dram\u00e1ticas para a nossa sociedade. Ao longo da hist\u00f3ria temos muitos exemplos disso. Separei dois deles para esta reflex\u00e3o. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 60, dois acontecimentos nos trouxeram \u00e0 tona os limites que um homem pode ir sem que tenha intencionalidade consciente.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro foi o emblem\u00e1tico julgamento de Adolf Eichmann em 1961, membro do Departamento de Seguran\u00e7a de Hitler, respons\u00e1vel pelos controles dos hor\u00e1rios de partida dos trens carregados de judeus em dire\u00e7\u00e3o aos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas, viabilizando a \u201cSolu\u00e7\u00e3o Final\u201d, um dos momentos mais repugnantes da hist\u00f3ria da humanidade. Eichman nunca matou diretamente ningu\u00e9m, mas sua atividade viabilizou o exterm\u00ednio de milhares de vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A fil\u00f3sofa Hannah Arendt enxergou Eichmann com uma sensibilidade que gerou uma s\u00e9rie de reflex\u00f5es em sua obra dali em diante. A grande li\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria dele, segundo Arendt, \u00e9 entendermos a banalidade do mal. Diante dela no tribunal n\u00e3o havia um monstro, um homem mal e cruel ou um doente mental, era um homem comum, um homem banal, um fiel servidor das ordens em busca de ascens\u00e3o social e de carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o conseguiu enxergar os fatos pela perspectiva dos outros, nem foi corajoso o suficiente para questionar as ordens que lhe eram dadas, por mais absurdas, question\u00e1veis e sombrias que fossem. Ele apenas acatava as ordens (mesmo que imorais) e as seguia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como um homem comum comete atos t\u00e3o repugnantes?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A inumanidade que se causa a um outro, destr\u00f3i a humanidade em mim.&#8221; &#8211; Immanuel Kant<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para refletir mais profundamente, vamos ao segundo momento hist\u00f3rico, iniciado cerca de um ano ap\u00f3s esse evento. Em 1962, o psic\u00f3logo e pesquisador Stanley Milgram da Universidade de Yale, conduziu um experimento perturbador sobre os limites da obedi\u00eancia humana. Uma boa forma de conhec\u00ea-lo \u00e9 assistindo ao filme \u201cO Experimento de Milgram\u201d, dispon\u00edvel no YouTube.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele simulou em laborat\u00f3rio uma situa\u00e7\u00e3o de puni\u00e7\u00e3o no processo de aprendizagem. Em duplas, um volunt\u00e1rio atuava como professor, enquanto um membro da equipe da pesquisa seria o aluno. A tarefa era simples, a memoriza\u00e7\u00e3o de duplas de palavras, cada erro gerava um choque aplicado pelo professor no aluno. A cada erro, a voltagem deveria ser aumentada chegando at\u00e9 o limite m\u00e1ximo de 450 volts (que seria doloroso como uma picada de abelha) . O volunt\u00e1rio no papel do professor n\u00e3o sabia, mas os choques n\u00e3o eram aplicados verdadeiramente, mas a sensa\u00e7\u00e3o era real, pois o aluno gritava de dor, implorando para que o outro parasse.<\/p>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese de Milgram era de que a grande maioria pararia nos primeiros choques aplicados, mas para sua surpresa, cerca de 65% foi at\u00e9 a \u00faltima voltagem dispon\u00edvel, obedecendo a instru\u00e7\u00e3o do pesquisador. Alguns questionaram o comando, mas seguiram adiante, sendo que nenhum volunt\u00e1rio foi at\u00e9 a sala ao lado conferir se o outro (suposto) volunt\u00e1rio estava bem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que leva um estudante ou uma dona de casa a infringirem sofrimento a outro ser humano durante um experimento? Por que simplesmente n\u00e3o pararam? Por que silenciaram seu julgamento do que \u00e9 certo?<\/p>\n\n\n\n<p>Vemos cotidianamente exemplos como esse \u2026 pessoas que prejudicam outras pessoas (at\u00e9 no ambiente de trabalho). Ser\u00e1 que elas refletem sobre as consequ\u00eancias de seus atos? At\u00e9 onde uma pessoa \u00e9 capaz de ir em obedi\u00eancia a uma figura de autoridade?<\/p>\n\n\n\n<p>Como evitamos a obedi\u00eancia, o sil\u00eancio e a falta de questionamento?<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma vida sem pensamento \u00e9 totalmente poss\u00edvel, mas ela fracassa em fazer desabrochar sua pr\u00f3pria ess\u00eancia \u2013 ela n\u00e3o \u00e9 apenas sem sentido; ela n\u00e3o \u00e9 totalmente viva. Homens que n\u00e3o pensam s\u00e3o como son\u00e2mbulos&#8221;. -Hannah Arendt<\/p>\n\n\n\n<p>Seria o desenvolvimento de habilidades socioemocionais o caminho para a cura? Acho que poderia ser um bom come\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vejo outro caminho sen\u00e3o o da amplia\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia. N\u00f3s humanos SEMPRE temos LIBERDADE para agirmos diferente. Entretanto, para n\u00e3o sermos cegos e obedientes a uma figura de autoridade precisamos de CONSCI\u00caNCIA. Ter uma profunda consci\u00eancia de si mesmo e do outro \u00e9 o caminho para o respeito, justi\u00e7a e dignidade humana. Vale para o Estado, para Empresas e para a Vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A boa not\u00edcia e que me traz esperan\u00e7a \u00e9 que a Intelig\u00eancia Emocional pode ser desenvolvida. Sou prova viva, pois lapidei minha empatia ao longo de 15 anos de gest\u00e3o de equipes. \u00c9 poss\u00edvel sim evoluir em aspectos como: consci\u00eancia emocional, autoestima, empatia, rela\u00e7\u00f5es interpessoais, flexibilidade, dentre outros fatores que a comp\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro passo \u00e9 a coragem de enfrentar a si mesmo! Pense nisso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para estimular seu pensamento neste tema:<\/p>\n\n\n\n<p>Livros<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Eichmann em Jerusal\u00e9m: um relato sobre a banalidade do mal, por Hannah Arendt<\/li>\n\n\n\n<li>Obedi\u00eancia \u00e0 autoridade, por Stanley Milgram<\/li>\n\n\n\n<li>Intelig\u00eancia Emocional, por Daniel Goleman<\/li>\n\n\n\n<li>The EQ Edge: Emotional Intelligence and Your Success, por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/s\/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&amp;field-author=Steven+J.+Stein&amp;search-alias=books\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Steven J. Stein<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/s\/ref=dp_byline_sr_book_2?ie=UTF8&amp;field-author=Howard+E.+Book&amp;search-alias=books\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Howard E. Book<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Filmes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Hannah Arendt \u2013 Ideias que chocaram o mundo, dispon\u00edvel no Netflix<\/li>\n\n\n\n<li>O experimento de Milgram, dispon\u00edvel no YouTube<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Conhe\u00e7a a ti mesmo:<\/p>\n\n\n\n<p>Ferramenta para ampliar seu autoconhecimento em Intelig\u00eancia Emocional:&nbsp;<strong>EQ-i 2.0<\/strong>&nbsp;\u2013 (dispon\u00edvel na Fellipelli e consultores qualificados)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudar os componentes da Intelig\u00eancia Emocional me fez refletir muito sobre como privilegiamos o desenvolvimento intelectual e cognitivo ao longo da inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e vida adulta, em detrimento ao desenvolvimento de habilidades emocionais. Penso que olhar pouco para as nossas emo\u00e7\u00f5es gera consequ\u00eancias bem dram\u00e1ticas para a nossa sociedade. Ao longo da hist\u00f3ria temos muitos exemplos disso. Separei dois deles para esta reflex\u00e3o. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 60, dois acontecimentos nos trouxeram \u00e0 tona os limites que um homem pode ir sem que tenha intencionalidade consciente. O primeiro foi o emblem\u00e1tico julgamento de Adolf Eichmann em 1961, membro do Departamento de Seguran\u00e7a de Hitler, respons\u00e1vel pelos controles dos hor\u00e1rios de partida dos trens carregados de judeus em dire\u00e7\u00e3o aos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas, viabilizando a \u201cSolu\u00e7\u00e3o Final\u201d, um dos momentos mais repugnantes da hist\u00f3ria da humanidade. Eichman nunca matou diretamente ningu\u00e9m, mas sua atividade viabilizou o exterm\u00ednio de milhares de vidas. A fil\u00f3sofa Hannah Arendt enxergou Eichmann com uma sensibilidade que gerou uma s\u00e9rie de reflex\u00f5es em sua obra dali em diante. A grande li\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria dele, segundo Arendt, \u00e9 entendermos a banalidade do mal. Diante dela no tribunal n\u00e3o havia um monstro, um homem mal e cruel ou um doente mental, era um homem comum, um homem banal, um fiel servidor das ordens em busca de ascens\u00e3o social e de carreira. Ele n\u00e3o conseguiu enxergar os fatos pela perspectiva dos outros, nem foi corajoso o suficiente para questionar as ordens que lhe eram dadas, por mais absurdas, question\u00e1veis e sombrias que fossem. Ele apenas acatava as ordens (mesmo que imorais) e as seguia. Como um homem comum comete atos t\u00e3o repugnantes? &#8220;A inumanidade que se causa a um outro, destr\u00f3i a humanidade em mim.&#8221; &#8211; Immanuel Kant Para refletir mais profundamente, vamos ao segundo momento hist\u00f3rico, iniciado cerca de um ano ap\u00f3s esse evento. Em 1962, o psic\u00f3logo e pesquisador Stanley Milgram da Universidade de Yale, conduziu um experimento perturbador sobre os limites da obedi\u00eancia humana. Uma boa forma de conhec\u00ea-lo \u00e9 assistindo ao filme \u201cO Experimento de Milgram\u201d, dispon\u00edvel no YouTube. Ele simulou em laborat\u00f3rio uma situa\u00e7\u00e3o de puni\u00e7\u00e3o no processo de aprendizagem. Em duplas, um volunt\u00e1rio atuava como professor, enquanto um membro da equipe da pesquisa seria o aluno. A tarefa era simples, a memoriza\u00e7\u00e3o de duplas de palavras, cada erro gerava um choque aplicado pelo professor no aluno. A cada erro, a voltagem deveria ser aumentada chegando at\u00e9 o limite m\u00e1ximo de 450 volts (que seria doloroso como uma picada de abelha) . O volunt\u00e1rio no papel do professor n\u00e3o sabia, mas os choques n\u00e3o eram aplicados verdadeiramente, mas a sensa\u00e7\u00e3o era real, pois o aluno gritava de dor, implorando para que o outro parasse. A hip\u00f3tese de Milgram era de que a grande maioria pararia nos primeiros choques aplicados, mas para sua surpresa, cerca de 65% foi at\u00e9 a \u00faltima voltagem dispon\u00edvel, obedecendo a instru\u00e7\u00e3o do pesquisador. Alguns questionaram o comando, mas seguiram adiante, sendo que nenhum volunt\u00e1rio foi at\u00e9 a sala ao lado conferir se o outro (suposto) volunt\u00e1rio estava bem.&nbsp; O que leva um estudante ou uma dona de casa a infringirem sofrimento a outro ser humano durante um experimento? Por que simplesmente n\u00e3o pararam? Por que silenciaram seu julgamento do que \u00e9 certo? Vemos cotidianamente exemplos como esse \u2026 pessoas que prejudicam outras pessoas (at\u00e9 no ambiente de trabalho). Ser\u00e1 que elas refletem sobre as consequ\u00eancias de seus atos? At\u00e9 onde uma pessoa \u00e9 capaz de ir em obedi\u00eancia a uma figura de autoridade? Como evitamos a obedi\u00eancia, o sil\u00eancio e a falta de questionamento? &#8220;Uma vida sem pensamento \u00e9 totalmente poss\u00edvel, mas ela fracassa em fazer desabrochar sua pr\u00f3pria ess\u00eancia \u2013 ela n\u00e3o \u00e9 apenas sem sentido; ela n\u00e3o \u00e9 totalmente viva. Homens que n\u00e3o pensam s\u00e3o como son\u00e2mbulos&#8221;. -Hannah Arendt Seria o desenvolvimento de habilidades socioemocionais o caminho para a cura? Acho que poderia ser um bom come\u00e7o. N\u00e3o vejo outro caminho sen\u00e3o o da amplia\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia. N\u00f3s humanos SEMPRE temos LIBERDADE para agirmos diferente. Entretanto, para n\u00e3o sermos cegos e obedientes a uma figura de autoridade precisamos de CONSCI\u00caNCIA. Ter uma profunda consci\u00eancia de si mesmo e do outro \u00e9 o caminho para o respeito, justi\u00e7a e dignidade humana. Vale para o Estado, para Empresas e para a Vida. A boa not\u00edcia e que me traz esperan\u00e7a \u00e9 que a Intelig\u00eancia Emocional pode ser desenvolvida. Sou prova viva, pois lapidei minha empatia ao longo de 15 anos de gest\u00e3o de equipes. \u00c9 poss\u00edvel sim evoluir em aspectos como: consci\u00eancia emocional, autoestima, empatia, rela\u00e7\u00f5es interpessoais, flexibilidade, dentre outros fatores que a comp\u00f5e. O primeiro passo \u00e9 a coragem de enfrentar a si mesmo! Pense nisso.&nbsp; Para estimular seu pensamento neste tema: Livros Filmes: Conhe\u00e7a a ti mesmo: Ferramenta para ampliar seu autoconhecimento em Intelig\u00eancia Emocional:&nbsp;EQ-i 2.0&nbsp;\u2013 (dispon\u00edvel na Fellipelli e consultores qualificados)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":329,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-332","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-profissional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=332"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":338,"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/332\/revisions\/338"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/media\/329"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/communicareassessoria.com.br\/essenza\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}