Residência da Casa Patchô impulsiona novos criadores e fortalece a cena cultural do Vale do Paraíba

Projeto Patchô – Casa de Criar já soma mais de 130 horas de ações formativas e consolida o espaço como um polo de criação, formação e intercâmbio para artistas da região

Com uma programação voltada ao fortalecimento da produção cultural regional, a Casa Patchô vem se consolidando como um espaço de desenvolvimento de novos talentos por meio do projeto Patchô – Casa de Criar. A iniciativa transforma o espaço em um ambiente permanente de criação, formação e intercâmbio cultural, reunindo artistas, produtores e comunidade em processos colaborativos que estimulam o surgimento de novos projetos e linguagens artísticas no Vale do Paraíba.

Até o momento, o projeto já realizou mais de 14 atividades artísticas e de produção, somando cerca de 42 dias de programação e mais de 130 horas dedicadas a ações formativas. Os números refletem um trabalho contínuo de fortalecimento da cadeia cultural regional, oferecendo oportunidades para que artistas em diferentes momentos de suas trajetórias desenvolvam pesquisas, ampliem repertórios e estabeleçam redes de colaboração.

“As ações desenvolvidas reforçam a vocação da Casa Patchô como um ambiente de acolhimento e incubação de novos criadores, estimulando processos que vão além da formação técnica e favorecem o fortalecimento da produção cultural no Vale do Paraíba”, destaca Laila Gama, artista e diretora de produção.

No início de julho, a Casa recebeu os participantes presencialmente para um processo criativo. Integrante das iniciativas, Mariana Ordacowski destaca a experiência. “O site-specific é um experimento, e eu já iniciei o processo tendo como tom de base a liberdade criativa – de ir além das linguagens artísticas mais familiares a mim, em diálogo com aquelas das outras artistas residentes. A coletividade, colaboração e horizontalidade são elementos-chave deste trajeto que iniciamos em maio, online, e que agora nos agrupamos presencialmente para materialização”, afirma. “Minha experiência tem sido de exploração, imaginação, encantamento – agora estamos na fase do aterramento que é trazer para a vida, ou ‘animar’ nossas criações nesta casa-território, que nossos corpos-casa atravessam. Prá mim, tem sido como um grande jogo que em breve o público será convidado a fazer parte também.”

Vivenciando essas experiências na Casa Patchô, Thamires Ferrer resume: “Conheci pessoas com métodos diferentes, artes diferentes. Tem sido um processo bem bacana, estou trazendo muito da minha vivência, como RPG, pensar em cenários – um método muito interessante de voltar a projetos, ao teatro e todos os campos da arte”, afirma a participante, que também reflete sobre a questão do mergulho nas memórias durante os encontros. “É incrível quando a gente ‘vê’ a memória das pessoas, pois isso também ressalta nossas próprias memórias, como algo que comia ou fazia na infância, a gente remete à nossa própria infância. E também tem a questão do espaço, como nos lembra de algumas memórias, como um chão ou um quintal que nos remete à infância, e temos muito isso aqui no projeto.”

Sobre as iniciativas

Um dos pilares da iniciativa são as residências artísticas, concebidas como espaços de imersão criativa, experimentação e troca entre artistas e comunidade. Neste primeiro semestre, a Casa recebeu a residência Palhaçaria de Terreiro, ministrada por Antônia Vilarinho, com cinco dias de atividades, e a residência Teatro de Objetos, conduzida por Lílian Guerra, ao longo de seis dias. Mais do que oficinas, as residências promovem encontros capazes de estimular novas formas de criação e fortalecer o intercâmbio entre diferentes práticas artísticas.

Outra frente de destaque é a Estufa de Futuros, incubadora de projetos voltada à formação de artistas e produtores culturais. A iniciativa reúne 13 participantes selecionados de diferentes cidades do interior paulista, que recebem acompanhamento por meio de encontros e mentorias voltados ao desenvolvimento de projetos culturais. Até agora, nove dos 14 encontros previstos já foram realizados, consolidando um processo que busca preparar novos agentes culturais para atuar de forma qualificada em seus territórios.

O projeto também investe na formação artística continuada por meio das Oficinas de Cortejo Cênico, realizadas semanalmente com jovens e adultos. Inspiradas nas manifestações populares brasileiras, as atividades unem pesquisa, criação coletiva e experimentação artística, contando ainda com auxílio-transporte para incentivar a permanência dos participantes. O percurso culminará na criação de um cortejo cênico apresentado nas ruas centrais da cidade, ampliando o acesso da população às manifestações culturais e ocupando o espaço público com arte.

 

Arte acessível: incentivo para ampliar a participação

Com o objetivo de democratizar o acesso às atividades e garantir a permanência dos participantes, a Casa Patchô oferece auxílio-transporte para estudantes interessados em participar das Oficinas de Teatro para Cortejos Cênicos. A iniciativa busca reduzir barreiras de acesso e ampliar a participação de jovens e adultos nas ações formativas, reforçando o compromisso do projeto com a inclusão e a formação artística no território. As inscrições permanecem abertas e podem ser realizadas por meio de formulário disponibilizado nos canais oficiais da Casa Patchô. Informações adicionais também podem ser obtidas pelo WhatsApp (12) 98807-9298.

Mais agenda

O trabalho, no entanto, está longe de terminar. Até o fim do ano, o projeto prevê a continuidade das oficinas regulares de teatro, a conclusão da Estufa de Futuros, o encerramento do ciclo de intercâmbio entre casas culturais, a realização das cinco sessões restantes do Cine de Quinta e o início de uma nova residência artística em formato site-specific. A proposta reunirá artistas do Vale do Paraíba em um processo coletivo de criação que resultará em um espetáculo inédito, reafirmando a Casa Patchô como um espaço de experimentação, formação e revelação de novos talentos da região.

Casa de Cultura Independente Patchô
A Casa Patchô é um espaço cultural independente localizado em Pindamonhangaba (SP), referência no Vale do Paraíba por sua atuação na formação, criação artística e incentivo à cultura independente. Berço e sede da Severina Cia de Teatro, a Casa Patchô atua há mais de 12 anos como um território de troca de saberes, acolhimento, produção cultural e articulação de redes entre artistas, coletivos e agentes culturais da região. A Casa Patchô fica na rua Ignácio Henrique Romeiro, 16 – Chácara Galega, Pindamonhangaba e a programação completa do Projeto “Casa Criar” é divulgada mensalmente pelo Instagram @casa.patcho.

Projeto “Patchô – Casa de Criar”
O projeto “Patchô – Casa de Criar” tem como objetivo fortalecer o espaço como um polo de criação, formação e intercâmbio cultural. Viabilizado por meio de leis de incentivo à cultura, como a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal, e Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, o projeto promove melhorias estruturais, ações formativas, residências artísticas, implementação de medidas de acessibilidade, intercâmbios regionais e uma programação contínua de atividades culturais, com foco no fortalecimento da rede de artistas do Vale do Paraíba e no estímulo à formação de novos criadores.

Leis de incentivo
Este projeto é realizado com recursos do Fomento CULTSP, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e da Política Nacional Aldir Blanc – PNAB, por meio do Governo Federal, através do Ministério da Cultura. Neste projeto, foram adotadas medidas de democratização de acesso, tais como: Gratuidade de todas as atividades, inclusão de grupos sub representados de vulnerabilidade socioeconômica, populações menos assistidas, pessoas com deficiência e mulheres chefes de família. O fortalecimento do acesso aos bens e serviços culturais, realizados por meio de recursos públicos e políticas de incentivo, representa um compromisso do Governo do Estado de São Paulo com a população paulista e com a sociedade brasileira, pois, mais do que apoiar ações culturais, amplia oportunidades, promove o acesso e fortalece a presença da cultura no cotidiano da população.”

 

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